Não sou fã de metáforas, mas às vezes elas são necessárias. Vejo um relacionamento de futuro como uma casa: sólida, com fundação, cheio de objetos – leia-se sentimentos – e com um firme telhado. Mas o que fazer quando resolvem abrir uma das janelas?
Relacionamentos abertos não são mais tão raros como no tempo de nossos pais. Antes, eram vistos como algo amoral e por vezes equivocado. É, nem tudo mudou. Ainda são encarados com olhos de repulsa, mas com um membro diferente de antes: A mulher. Ela ganhou mais espaço, voz, independência, autonomia. Com isso, tem mais opinião, vontade e querer.
As que não cegaram pelos romances em telas e livros, não esperam mais pelo príncipe encantado, pois além de ser lerdo, quando chega algum dia, revela-se mais próximo de um sapo. A consequência é que elas não tem mais o medo de tentar até acertar – e isso compreende sair com errados até achar o certo. Sim, meus caros, ela é livre e a liberdade entra também no âmbito amoroso. E isso compreende não firmar um compromisso sério até entender que este seja realmente o que quer.
Nenhuma tentativa é vã, portanto, relacionamentos abertos podem não ser os perfeitos – ou longe disso quando se quer um futuro – mas hoje em dia, diante de tantas alternativas menos confiáveis e distantes do mínimo de respeito, a relação mais livre, com consentimento de ambos – é bom deixar claro! – é possível. Não digo que seja a ideal, mas diante de tantas supostamente fiéis, mas com tetos de vidro, esta pode ser mais respeitosa do que suponhamos ser possível. Não tentarei, pois ainda creio no amor à moda antiga, mas quer saber? Com respeito, respeito-os.
Artigo do Blog “Dois em Xeque”. Para ler mais, clique aqui!

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